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Antes de (re)ver um filme, dá uma olhada aqui!

Sabe aqueles filmes de ontem e anteontem que você viu e já esqueceu ou nunca viu, mas tem certeza que sim? Então! Dá uma olhada nestes aqui. Quem sabe ajudamos você a relembrar algumas cenas, elementos curiosos que aparecem nas imagens, ou mesmo, dizer algo que você realmente não viu. E, se não incluímos um detalhe, que você acha importante, comente e enriqueça as análises. Divirta-se!

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quarta-feira, 3 de março de 2010

Beto Rockfeller (1970), de Olivier Perroy



Beto Rockfeller (Luis Gustavo) é um pobretão que banca de granfino e com sua lábia, consegue entrar em diversas festas da alta sociedade e conviver com diversas pessoas deste meio, inclusive namorar com algumas delas, desde as mais jovens até suas mães e madrastas. O filme foi baseado na novela homônima, da TV Tupi que foi ao ar em 1968-69.
É bacana observar a alta sociedade na década de 1970 e, principalmente, os lugares da moda. Vemos, por exemplo, a Rua Augusta em seu auge, badalada, cheia de gente jovem e rica, ou o Guarujá em que o asfalto da avenida que beira a praia (Miguel Stefano) termina na areia. Outro retrato curioso é o da alta sociedade, suas futilidades, perversões e interesses.
Vale conferir, também, o sotaque paulistano carregadíssimo que acompanha o filme todo; dar graças a Deus que algumas roupas da década de 1970 se foram pra não voltar nunca mais, ou algum homem aí se habilita a usar uma calça boca de sino branca e uma camisa, branca também, com um nó na barriga. E olha que nem era reveillòn...; e ver surgir "do nada" o Clodovil de smoking numa festa, dizer duas palavras e sumir. Eu, hein!? Vai ver que ele desenhou alguns modelitos do filme.

É curioso observar que o mote do filme continua atual, pois o protagonista espertalhão utiliza-se de um artifício que, décadas depois, foi utilizado por Marcelo Nascimento - o rapaz que se fez passar pelo filho do dono da Gol, entre outras peripécias - e explicado em seu livro "Vips - histórias reais de um mentiroso", de Mariana Caltabiano. Marcelo, em outras palavras diz, diz que você é o que você diz para as pessoas. E mais, que nunca forçou ninguém a lhe oferecer vantagem alguma. Pelo contrário, as pessoas "davam" as coisas à Marelo, pois imaginavam que, um dia, poderiam receber/cobrar algo melhor dele, em troca dos favores. Ganâââânciaaa...
Sobre o filme, vejam e depois leiam o livro que é de leitura rápida e, no mínimo, curioso.

Um comentário:

  1. Bem lembrado !!! filme interessantissimo , que fala bem da juventude e o que era a pegada da epoca !!! (Fabiano Gil)

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